
Alexander Zverev busca final inédita em Wimbledon e retorno ao segundo lugar do ranking
Resumo IA
Londres (Inglaterra) – O alemão Alexander Zverev tem motivos de sobra para justificar seu amplo favoritismo na semifinal de Wimbledon. Ele abrirá a importantíssima rodada desta sexta-feira na Quadra Central, onde enfrentará às 9h30 a incrível surpresa britânica Arthur Fery, apenas 114º do ranking e que entrou como convidado da organização.
Além de buscar uma final inédita em Wimbledon, o que lhe permitiria fazer a sempre difícil dobradinha de conquistas entre o saibro de Roland Garros e a grama do All England Club, Zverev ainda poderá retomar o segundo lugar do ranking, superando o ainda contundido Carlos Alcaraz. Ele atingiu a vice-liderança pela primeira vez em junho de 2022 e depois retomou o posto brevemente em setembro de 2024.
Sascha vem embalado após conquistar seu primeiro Grand Slam, aos 29 anos, e agora soma 12 vitórias seguidas em eventos deste porte. O peso de conquistar o sonhado troféu parece ter aliviado as pressões. O alemão jamais havia passado das oitavas de final nas nove tentativas anteriores em Wimbledon e quebrou tal tabu com atuações firmes até agora. Ele só cedeu dois sets no torneio e encerrou o jejum contra Taylor Fritz em grande estilo.
Caso confirme o amplo favoritismo, Zverev será o terceiro alemão a decidir o título masculino de Wimbledon na Era Profissional, repetindo os campeões Boris Becker e Michael Stich.
Arthur Fery, por sua vez, iniciou a semana na 114ª colocação do ranking e está subindo provisoriamente para o 36º posto, podendo avançar mais 10 posições em caso de nova surpresa. O jovem de 23 anos é o quinto britânico na Era Aberta a disputar semifinais de simples em Wimbledon, integrando uma lista que inclui Andy Murray (7 semifinais), Tim Henman (4), Roger Taylor (2) e Cameron Norrie (1).
Fery também é o terceiro tenista com a classificação mais baixa desde 1985 a chegar às semifinais de simples masculino em Wimbledon, ficando atrás apenas de Vladimir Voltchkov (237º) em 2000 e Goran Ivanisevic (125º) em 2001. Ele iguala Ivanisevic como o segundo convidado da organização a atingir esse feito.
O britânico obteve a maior vitória da carreira ao derrubar com autoridade o italiano Flavio Cobolli, número 10 do mundo, por 6/4, 7/6 (7-4) e 6/0 nas quartas. Ele já havia surpreendido o experiente búlgaro Grigor Dimitrov em uma batalha de cinco sets e conta com o apoio da torcida para seguir fazendo história.
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