US Open testemunha desaparecimento do backhand de uma mão

Desaparecimento do backhand de uma mão marca o US Open e preocupa ícones do tênis

Gazeta Esportiva
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Resumo IA

Com match point a seu favor, Ben Shelton disparou um saque devastador e Stefanos Tsitsipas devolveu com um backhand de uma mão que foi muito longo, simbolizando a eliminação do jogador grego do US Open. Tsitsipas era a última referência desse golpe, que neste ano desapareceu da elite do esporte.

Pela primeira vez em 150 anos, nenhum jogador com backhand de uma mão chegou às semifinais em qualquer um dos quatro torneios do Grand Slam. Desde a primeira edição de Wimbledon, em 1877, essa técnica sempre foi apreciada pelos espectadores.

Grandes nomes como John McEnroe, Ivan Lendl, Pete Sampras, Stefan Edberg, Gustavo Kuerten e Roger Federer foram mestres desse golpe. Atualmente, no circuito masculino, apenas cinco dos 100 melhores jogadores utilizam o backhand de uma mão: Lorenzo Musetti, Denis Shapovalov, Stefanos Tsitsipas, Daniel Altmaier e Aleksandar Kovacevic. No feminino, destacam-se Diane Parry, Lilli Tagger, Viktorija Golubic e Tatjana Maria.

Musetti chegou perto de salvar a honra do backhand de uma mão, mas uma lesão o forçou a abandonar a partida nas quartas de final do Aberto da Austrália. O golpe se tornou raridade nas quadras do US Open, tornando a despedida de Stan Wawrinka ainda mais nostálgica. Tsitsipas afirmou:

Somos como dinossauros em processo de extinção

A transição para o backhand de duas mãos é atribuída a mudanças nas superfícies das quadras e à aceleração do tênis moderno. "O backhand de duas mãos oferece uma vantagem no tênis moderno", reconheceu Musetti.

Tsitsipas lamentou a uniformidade estilística no esporte, refletindo:

Antes, tínhamos muitas personalidades diferentes... isso tornava o tênis muito interessante

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