
UEFA decide não punir jogadores que cobrem a boca em confrontos durante jogos
Resumo IA
A UEFA anunciou que não aplicará cartão vermelho a jogadores que cobrem a boca em confrontos com adversários nas competições que organiza. A decisão foi divulgada pela The Athletic.
Responsável por eventos como Liga dos Campeões, Liga Europa, Liga Conferência, Eurocopa e Liga das Nações, a UEFA segue uma linha contrária à FIFA, que começou a punir com cartões vermelhos em sua regra para a Copa do Mundo de 2026. Até o momento, dois jogadores já foram punidos: Miguel Almirón, do Paraguai, e Piero Hincapié, do Equador.
Em abril de 2023, a International Football Association Board (IFAB) implementou alterações que permitem a aplicação do cartão vermelho a atletas que cubram a boca durante confrontos. Essa regra, popularmente chamada de Lei Vini. Jr., surgiu após uma acusação de racismo envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica. O jogador foi suspenso por seis partidas, sendo três delas convertidas em pena suspensa por conduta homofóbica.
Apesar das mudanças, a UEFA informou que não adotará essa nova regra. A entidade orientará os árbitros a utilizarem o bom senso e a interpretação de cada lance. Segundo a UEFA, os árbitros poderão mostrar cartão amarelo a jogadores que tentarem ocultar sua comunicação como um ato de conduta antidesportiva.
A nova regra não proíbe totalmente que um jogador cubra a boca ao conversar com um adversário; o contexto é fundamental. Um exemplo é o caso de Jude Bellingham, que cobriu a boca ao falar com Jordan Ayew, de Gana, mas não foi expulso, pois a situação não foi considerada confrontativa.
Pierluigi Collina, chefe da arbitragem da FIFA, explicou que conversas amigáveis não serão punidas, mas em situações de confronto, cobrir a boca pode indicar algo errado.
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