Seleção dos EUA de vôlei critica teste genético obrigatório do COI: "Atletas merecem dignidade"

Atletas da seleção dos EUA de vôlei criticam testes genéticos obrigatórios do COI

Globo Esporte
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Resumo IA

A seleção norte-americana de vôlei manifestou sua desaprovação em relação à nova política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que exige testes genéticos para todas as atletas mulheres que participarão de eventos olímpicos. As jogadoras destacaram que essa medida não deve ser vista como uma recusa em cumprir as regras, mas como uma defesa por mais privacidade médica, transparência e participação das atletas na formulação de políticas que envolvem dados sensíveis de saúde e genética.

As atletas já cumpriram os requisitos de testes de SRY exigidos pela FIVB, mas expressaram preocupações sobre o processo e a implementação dessa política. Elas afirmaram:

"Qualquer política que traga consequências tão sérias precisa incluir garantias transparentes de direito de defesa, procedimentos de confirmação e proteções para as atletas."

A falta de um processo independente de recurso para contestar resultados ou falsos positivos também foi um ponto levantado. A natureza invasiva dos testes coloca as atletas em uma posição delicada, onde precisam decidir entre submeter-se a exames ou arriscar perder a chance de competir.

O COI defende a política com base em evidências científicas, afirmando que o rastreamento do gene SRY pode ser realizado por métodos menos invasivos, como a coleta de saliva ou sangue. No entanto, as jogadoras insistem que merecem os mesmos padrões de dignidade e justiça processual que qualquer profissional em um ambiente que lida com informações genéticas e de saúde.

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