
Decisão histórica do TAS garante direitos de jogadora grávida contra a Lazio
Resumo IA
O Sindicato Mundial de Jogadores e Jogadoras Profissionais de Futebol (FIFPro) celebrou, nesta quarta-feira, uma decisão considerada histórica pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que favoreceu a sueca Maja Gothberg após a rescisão de seu contrato com a Lazio devido à sua gravidez.
A FIFPro destacou que essa decisão pode influenciar a aplicação das proteções relacionadas à gravidez no futebol profissional. O TAS determinou que a Lazio Feminino rescindiu ilegalmente a relação de trabalho com Gothberg e ordenou o pagamento de 69.333 euros (aproximadamente R$ 408.283) como indenização.
Em sua decisão, publicada em 11 de junho, o TAS afirmou que as partes já haviam chegado a um acordo antes do anúncio da gravidez. A FIFPro também ressaltou a importância da sentença para a confidencialidade das informações médicas relacionadas à maternidade.
Gothberg, que inicialmente levou o caso à Câmara de Resolução de Disputas da FIFA, não obteve sucesso, mas recorreu ao TAS. Em um comunicado, a jogadora enfatizou que "a sentença transmite a mensagem de que a gravidez nunca deve ser considerada um problema nem um motivo para negar oportunidades de trabalho a uma jogadora".
A Lazio, por sua vez, reconheceu a decisão e afirmou que o tribunal não impôs sanções adicionais, reconhecendo a ausência de má-fé por parte do clube. O clube italiano declarou que continuará revisando seus procedimentos internos para garantir a conformidade com as normas que regem o esporte profissional.
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