F1:FIA culpa fabricantes por falta de mudanças nas regras de 2026

FIA reconhece falhas em regulamentos de 2026 e culpa fabricantes por mudanças tardias

UOL Esporte
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Resumo IA

Com a primeira metade da temporada 2026 da Fórmula 1 concluída, as críticas ao novo regulamento técnico se intensificam. A categoria viveu um verdadeiro turbilhão nos 11 GPs iniciais, com comentários negativos tanto de pilotos quanto de fãs, apesar das avaliações positivas do programa "Formula 1 Fan Voice".

Max Verstappen descreveu as novas unidades de potência como "Fórmula E com esteróides", enquanto Oscar Piastri criticou a dependência de algoritmos nos grids de largada. O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, reconheceu que as críticas dos pilotos não foram inesperadas: "Os pilotos são, por definição, bastante exigentes".

A FIA, que já previa as reclamações sobre gerenciamento de energia e superclipping, admite que ajustes não puderam ser feitos devido à estrutura de governança estabelecida por um acordo assinado em 2022. Esse acordo limitou a capacidade da FIA de modificar os regulamentos antes de 2026, exigindo uma maioria qualificada de fabricantes para qualquer alteração.

Tombazis lamentou o atraso nas mudanças anunciadas para 2027 e 2028, desejando que elas tivessem sido implementadas antes. Ele explicou que a realidade da indústria automotiva, com uma ênfase crescente na eletrificação, complicou ainda mais a situação. “Se não tivéssemos feito o regulamento de 2026, teríamos apenas duas unidades de potência na F1”, afirmou.

Apesar das críticas, Tombazis destacou que as corridas têm sido emocionantes, com reviravoltas e disputas acirradas, mesmo com a Mercedes dominando a maioria das vitórias. Ele acredita que, apesar dos desafios, o entretenimento nas corridas não foi comprometido.

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