Do esporte ao palco: como o Cirque du Soleil recruta talentos olímpicos

Talentos olímpicos brilham no Cirque du Soleil em nova versão de Alegría

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Resumo IA

O Cirque du Soleil traz uma nova versão do clássico espetáculo Alegría - In A New Light, que está em cartaz até 8 de novembro no Parque Villa Lobos, em São Paulo (SP). O elenco conta com oito brasileiros, incluindo a trapezista Pati Kuwai, que compartilha sua jornada de transição do esporte para o circo.

A companhia canadense tem um histórico de recrutamento de atletas talentosos. Segundo Rachel Lancaster, diretora artística, o processo inicia-se três a quatro anos antes do término das carreiras competitivas. O objetivo é permitir que os atletas se familiarizem com o espetáculo e a cultura do Cirque, que possui sede em Montreal.

Lancaster destaca que um dos principais desafios é a adaptação da mentalidade dos atletas. Workshops são realizados para ajudar os futuros artistas a entender a dinâmica de se apresentar para grandes públicos, em contraste com suas experiências anteriores em competições.

Entre os atletas recrutados, destaca-se o ucraniano Maksym Semiankiv, que deixou a carreira de ginasta após competir nas Olimpíadas de 2016 e se reinventou no trapézio voador. Sua esposa, Roxane, também é trapezista na companhia.

O intercâmbio de técnicas e conhecimentos entre os trapezistas é constante, como menciona Kuwai. A preparação física é essencial, com treinos diários de musculação e condicionamento, mesmo com a intensa carga de 8 a 10 apresentações por semana. Alexandre Atta, outro trapezista brasileiro, complementa que sua experiência no judô facilitou sua transição para o trapézio, mostrando que o esporte pode ser uma porta de entrada para o circo.

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