Pressão do Cori leva Corinthians a cobrar novo diretor de futebol

Integrantes do Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians exigiram a nomeação de um diretor estatutário de futebol em reunião realizada no dia 29 de outubro. O encontro teve a presença do presidente Osmar Stabile, que compareceu no lugar do executivo Fabinho Soldado, convocado para esclarecer gastos no departamento de futebol, mas que não compareceu. A decisão de Stabile em preservar Fabinho não conteve as críticas. Conselheiros têm pressionado o presidente pela demissão de Soldado, que comanda o futebol alvinegro desde a saída de Rubens Gomes (Rubão), em maio de 2024. Apesar da pressão, Stabile resiste, e a continuidade de Soldado em 2026 é considerada incerta. O presidente do Cori, Miguel Marques e Silva, destacou que a função de Fabinho “poderia estar sendo exercida por um diretor de futebol estatutário”, reforçando a cobrança por uma figura prevista no estatuto corintiano. Outro ponto debatido foi o contrato de logística com a empresa Offside, que substituiu a antiga parceira Pallas. O conselheiro Caetano Blandini questionou o possível aumento de custos. Stabile apresentou números que, segundo ele, comprovam uma redução significativa nas despesas. Durante a discussão, o conselheiro Felipe Legrazie Ezabella alertou Stabile sobre a repetição de erros de gestões anteriores pela falta de um diretor de futebol. O presidente respondeu que, até o fim do ano, o modelo atual será mantido. A reunião também abordou temas delicados, como o pedido para que o atacante Memphis Depay deixasse o hotel de luxo, com custo mensal de R$ 250 mil, e a autorização para um empréstimo de R$ 100 milhões para reforçar o caixa corintiano. Desde o rompimento entre Rubão e o ex-presidente Augusto Melo, o cargo de diretor estatutário permanece vago, gerando insatisfação interna e pressão política sobre a gestão atual.
Source: Jogada 10 - 2025-11-07