
El Salvador transforma surfe em estratégia de turismo e desenvolvimento econômico
Resumo IA
Quando a elite do surfe mundial entrar na água de Punta Roca, em El Salvador, na próxima sexta-feira, não será apenas a quinta etapa do Circuito Mundial da WSL. O evento é a principal vitrine internacional de um projeto que reposicionou a imagem do país através do surfe, transformando-o em política de Estado.
Lançado em 2019 pelo governo salvadorenho, o programa Surf City visa mudar a percepção negativa sobre o país, que era frequentemente associado à violência, para um dos principais destinos de surfe do mundo. Essa estratégia abrangeu um amplo plano de investimentos em infraestrutura, turismo e desenvolvimento econômico.
Obras emblemáticas incluem:
- A construção da rodovia Camino a Surf City, com investimento de US$ 61,5 milhões.
- Mais de US$ 40 milhões em sistemas de saneamento e tratamento de água.
- US$ 20 milhões para revitalização de áreas turísticas e gastronômicas.
- US$ 96 milhões em infraestrutura para regiões pouco exploradas do litoral leste.
O retorno dos investimentos já é visível, com o turismo representando 10% a 11% do PIB de El Salvador e a marca de 3 milhões de visitantes estrangeiros por ano. O presidente Nayib Bukele resumiu a visão do projeto:
Não temos petróleo, mas temos ondas. Preciso que veja como faremos o desenvolvimento em torno delas.
Além de investimentos, El Salvador se tornou um hub para eventos da ISA e da WSL, ganhando visibilidade global. Punta Roca, com sua onda de alta performance, se destaca no calendário, atraindo grandes nomes do surfe, como Filipe Toledo, que venceu em 2023.
O Surf City El Salvador Pro, que ocorre de 6 a 15 de outubro, representa muito mais do que uma competição; é uma estratégia eficaz para impulsionar turismo, infraestrutura e a projeção internacional do país.
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